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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Crisopídeos


Os crisópideos são insetos delicados, os seus corpos são usualmente verdes e brilhantes ou castanho esverdados. Os seus olhos compostos são muitas vezes dourados ou cor de cobre. 
As asas são usualmente translúcidas, por vezes com veios esverdeados.
Chrysopidae é uma família de insetos da ordem Neuroptera.

Na época de acasalarem, usam as suas vibrações corporais para se comunicarem uns com os outros. Adultos são crepusculares ou noturnos, alimentando-se de pólen, néctar e pequenos artrópodes, como afídeos ou ácaros.

São insetos predadores encontrados em vários agroecosistemas e inimigos naturais de interesse em programas de controle biológico. 

Suas larvas são predadores vorazes, atacando insetos de tamanho propício, sobretudo de corpo mole. Podem se alimentar de várias presas como cochonilhas, cigarrinhas, pulgões, mosca- brancas, ácaros, traças, tripes, pequenas larvas de besouros, pequenas lagartas de lepidópteros e outras pragas.

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Dependendo das espécies, alguns crisópideos comem apenas 150 presas durante a sua vida, enquanto noutros casos 100 afídeos podem ser comidos numa única semana. Assim, em vários países, milhões desses vorazes crisópideos são criados para venda como agentes de controle biológico de insetos e ácaros na agricultura e em jardins.
Eles são distribuídos como ovos, nascendo as larvas já no campo.
Os ovos eclodem em 5 dias e tem fixação bem característica através de um filamento de seda. O agricultor pode atrair o adulto por meio de plantas companheiras que fornecem néctar e pólen específicos, como é o caso da angélica, dente-de-leão, e do nosso companheiro girassol.

O aumento do número de inimigos naturais depende, principalmente, de manipulação adequada do meio ambiente e de liberações periódicas, sendo que as populações naturais de predadores e parasitóides normalmente não são adequadas para manutenção da praga em níveis aceitáveis.
  
O nome popular dos crisopídeos – bicho-lixeiro – advém do hábito que as larvas de muitas espécies apresentam de se cobrirem de detritos, fragmentos vegetais ou restos das presas consumidas, o que as torna protegidas contra inimigos naturais.